Quem são os Animus?

Você morre, vai para o necrotério, tem seu sepultamento, seus entes demonstram todo seu afeto no velório e rezam confiantes para que você tenha um bom destino. O caixão é enterrado metros abaixo do solo, mas, e se não foi a sua hora de ir? O que acontece se você não estiver pronto para deixar o mundo dos vivos? Você se torna um Animus.


Sim, existe vida após a morte, a alma de uma pessoa pode continuar viva se existir algo o que a prenda a esse mundo, um assunto inacabado ou interrompido. Quando existir um vínculo forte o bastante e se outras circunstâncias contribuírem, a alma retornará para continuar o que foi interrompido, porém, tudo tem seu preço, voltar à vida e ter uma segunda chance é algo quase impagável. Quase.

Existem diversas maneiras de renascer, mas, todas elas precisam de uma forte razão para que aconteça. Um ritual sombrio pode trazer de volta alguém que se foi ou até mesmo um espírito pode se dar conta que não é a hora de ir e tentar lutar contra os tentáculos da morte para que volte em seu corpo recém-falecido. Também existem casos de mortes tão repentinas que podem abrir brechas no corpo para que um espírito reincorpore revivendo-o. Qualquer que seja o motivo ou maneira deve ser forte o suficiente para que prenda um alguém a esse mundo para sempre.

Ignorando sua natureza os Animus possuem três características em comum. A primeira delas é que são imortais enquanto não concluírem as tarefas que o fizeram manter a ligação nesse mundo. Uma vez terminada a tarefa seu corpo físico morre e seu espírito segue, porém, existem aqueles que mesmo assim ainda conseguem manter eternamente o vínculo com esse mundo, mas para isso eles precisam de uma fonte grande de energia para os manterem vivos. Segundo, o Animus quando renasce perde a maioria de suas lembranças, permanecendo apenas com algumas simples memórias como seu nome, saber que já morreu, a cena de sua morte ou uma pessoa muito querida. Terceiro, os Animus são movidos por seus traumas. A sua própria existência foi o propósito disto. Os traumas dos Animus é(são) o(s) motivo(s) pelo qual(is) ele está ligado novamente ao mundo dos vivos, como, o seu assassino, alguém que o ama, um amigo que o traiu ou até mesmo um assunto que não foi concluído.

Durante as crônicas os Animus são bastante intensos e os Mestres podem utilizar suas histórias para interligá-los aos outros jogadores sempre que seus objetivos forem em comum. Algumas vezes se fará necessário o jogador que interpreta o Animus deixar um pouco de lado seu objetivo principal para poder se enquadrar melhor em uma determinada campanha.

Quando se interpreta um Animus, os jogadores ou o Mestre deve deixar que suas emoções falem mais alto fazendo com que algumas vezes seus traumas extrapolem um pouco. Afinal, este é o motivo pelo qual ele está vivo novamente e tentar suprimir isso fará com que futuramente ele tenha sérios problemas. É como manter uma fogueira para se aquecer durante a noite fria, você não pode deixar a chama diminuir porque corre o risco dela se apagar nem deixar que a chama cresça a ponto de causar explosões, deve ser moderado para que tenha a centelha que o mantém vivo não se extinguir. Mesmo os Animus mais antigos e poderosos, podem se ver na corda bamba, pois quanto mais se vive, mais difícil se torna manter seus traumas sem que seja consumido pelo o mesmo.

O Vínculo

Às vezes nem as garras ferozes da morte conseguem arrancar definitivamente alguém deste mundo. Alguma pessoa que esteja preso desesperadamente há algo neste mundo poderá se tornar um fantasma, porém, se esta pessoa for consumida pelo seu trauma e tiver determinação suficiente para permanecer neste mundo, sem se importar com as seqüelas, se tornará um Animus.

No limbo existem numerosos espíritos em busca de encontrar um corpo hospedeiro para resolver seus assuntos inacabados, voltando uma vez à vida esses espíritos poderiam continuar as tarefas que foram interrompidas quando eram vivos. Um espírito do limbo poderia conceder a alguém à beira da morte uma segunda chance para acertar as contas com seu inimigo fatal, conceder a um homem apaixonado voltar para viver seu romance, dar aos que precisam uma segunda chance.

Para que isso ocorra o espírito precisa encontrar uma brecha no corpo hospedeiro, essa brecha se revela quando o mesmo passa por uma experiência de quase-morte ou morte aparente e o dono do corpo hospedeiro precisa permitir a possessão para que então o espírito se incorpore fazendo-o renascer.

Nesse caso, o corpo fica com o que chamamos de espíritos gêmeos, são quando há dois ou mais espíritos vivendo no mesmo corpo em harmonia. Os espíritos podem trocar experiências com a consciência do dono corpo servindo-o de guia em sua nova vida.

Comentários

  1. e ae cara, blz, faz tempo que eu n apareço aqui ne... mas voltei,kkk, cara tu ta fazendo um otimo trab com seu jogo, realmente ta ficando mt bom seu trab.
    espero q continue assim
    qualquer coisa pode contar com minha ajuda blz e mais uma coisa...
    sobreviva ao submundo!!!!!

    ResponderExcluir
  2. Opa! Já estava com saudades de você... confesso que aqui está muito parado e solitário, mas a solidão é algo que eu já aprendi a lidar.

    Muito obrigado pelos elogios, você tem uma parcela desse trabalho.

    Já participou das enquetes? E da promoção? Já se inscreveu no Newsletter? Tá esperando o que?

    Sobreviva ao SubMundo...

    ResponderExcluir

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