Fechando os olhos ele tentou lembrar mais uma vez o seu nome, tentativa em vão. Por algum motivo ele sabia que não era mais a mesma pessoa, algo o mudou e por quantas vezes parasse para procurar respostas não fazia idéia de quais seriam suas perguntas. Enxugou o suor do rosto, mão na testa, mais uma vez. Nada, nenhum rosto, nenhum amigo, nenhum lugar conhecido, então ele teve certeza. - Eu não sou daqui. Pensou ele. Olhou para o lados e percebeu que estava em uma praia sem ninguém, era noite e fazia muito frio. Tentou enxugar sua roupa espremendo-a para tirar o excesso de água salgada, passou os dedos entre o cabelo e tentou se situar. Com toda a certeza aquele amontoado de luzes distantes do outro lado da margem era uma cidade, ele nunca conseguiria atravessar nadando. Olhou para a lua, depois para o mar e então a luz do farol brilhou. Um quilômetro? Talvez dois, ele não tinha nada a perder. Então devagar, um passo após o outro, ele caminhou. Um vento frio trazia o característic...